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5 Cuidados a ter com o seu pet na primavera

Dias ensolarados, temperaturas amenas e o desabrochar das flores… Chegou a primavera e com ela a vontade de passar mais tempo no exterior, na companhia dos nossos pets. No entanto, tal como as rosas têm espinhos, esta estação também acarreta alguns perigos para os patudos. Conheça 5 cuidados a ter com o seu pet na primavera e desfrute desta estação com seu animal de estimação, em segurança.

5 Cuidados a ter com o seu pet na primavera - plantas tóxicas para pets | PetOutlet
Foto de Piotr Musioł no Unsplash

1. Plantas tóxicas

A chegada da primavera marca o reflorescimento da flora. As flores invadem campos, jardins e até as nossas casas. Mas sabia que algumas plantas são tóxicas para os animais de estimação? Apesar de não serem herbívoros, tanto os cães como os gatos têm o costume de ingerir plantas, seja por curiosidade, para chamar a atenção do tutor, ou devido ao crescimento dentário.

A toxicidade varia consoante a planta, enquanto umas são perigosas se forem ingeridas, causando problemas digestivos ou dermatológicos, outras são tóxicas ao toque. A lista de plantas perigosas para os animais de estimação é longa, mas deixamos-lhe aqui a lista de 10 plantas tóxicas comuns nos lares e jardins portugueses:

  • Aloé Vera (Aloe vera) – a ingestão da seiva presente nas folhas desta planta resulta em sintomas como vómitos, diarreia, prostração e tremores.
  • Antúrio (Anthurium spp.) – contém oxalato de cálcio que, em caso de ingestão, causa dor e irritação da cavidade oral e garganta, obstrução das vias respiratórias superiores ou  dificuldade em engolir. Podem provocar ainda vómitos e diarreia e, em casos mais graves, perda de apetite e paralisia da língua. Em contacto com a pele causa prurido.
  • Crisântemo (Chrysanthemum spp.) – As toxinas desta planta encontram-se nas folhas, caule e no bolbo que, caso ingeridos, afeta o sistema nervoso, digestivo, renal, entre outros, e pode ainda causar lesões dermatológicas. 
  • Difembáquia / comigo-ninguém-pode (Diffenbachia spp.) – Contém oxalato de cálcio nas folhas, que pode causar irritação intensa e edema da mucosa oral, língua e lábios, para além de hipersalivação, vómitos e dificuldade em engolir. Em casos muito graves pode comprometer o sistema respiratório, causando dispneia e, em situações mais críticas, poderá levar à morte.
  • Estrelícia (Strelitzia reginae) – A ingestão das sementes e vagens desta planta podem causar problemas digestivos, prostração, náuseas, vómitos, diarreia, desidratação severa e desequilíbrio de eletrolíticos.
  • Hortênsia (Hydrangea arborescens) – Potencialmente tóxica para os gatos, mas também perigosa para cães, causa vómitos e diarreia. Em situações mais graves pode causar convulsões, flacidez muscular, letargia e até coma.
  • Jarro (Zantedeschia aethiopica) – Extremamente tóxica para os gatos, a intoxicação pode resultar da ingestão de qualquer parte da planta ou através do contacto com a pele. Os sintomas são prurido intenso, hipersalivação, dificuldade em engolir e vómitos.
  • Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii) – Com elevadas quantidades de oxalatos solúveis nas folhas e flores, são extremamente tóxicos para os rins dos animais, causando vómitos, hipersalivação, perda de apetite e dor abdominal. Também, existem casos em que o animal apresenta irritação da mucosa oral e ocular. Em casos mais graves, podem ocorrer alterações neurológicas e/ou insuficiência renal.
  • Margarida (Leucanthemum vulgare) – Tóxica para cães, algumas subespécies de margaridas, quando ingeridas em grandes quantidades, podem causar alterações gastrointestinais, agitação, espasmos musculares, hipersalivação e convulsões.
  • Tulipa  (Tulipa spp.) – As toxinas desta planta encontram-se localizadas maioritariamente no bolbo, causando dificuldades respiratórias, hipersalivação, prostração, diarreia e vómitos.

2. Alergias

Tal como nós, os animais de estimação também podem ter alergias na primavera. Pólenes, plantas, ácaros e pó podem causar reações alérgicas e despoletar vários sintomas como espirros, tosse, comichão, vermelhidão na pele ou nos olhos, corrimento ocular ou nasal. Caso o seu pet apresente algum destes sintomas, deve contactar o seu médico veterinário pois existe medicação específica para pets, para ajudar a combater as alergias.

5 Cuidados a ter com o seu pet na primavera - praganas | PetOutlet
Foto de Harry Burk no Unsplash

3. Praganas

As praganas são partículas vegetais que podem ser encontradas em qualquer campo ou parque, seja em zonas rurais ou urbanas, e podem causar sérios problemas ao seu animal de estimação. Finas e pontiagudas, como as espigas, as praganas podem ficar espetadas na pele ou alojadas em zonas sensíveis como dentro dos ouvidos, no nariz e até nos olhos. Se não forem detectadas, podem causar problemas sérios como otites, rinites e conjuntivites ou criar abcessos na pele. Depois dos passeios, esteja atento a sintomas como ataques de espirros, esfregar o focinho no chão, cabeça de lado, sangue no nariz ou olhos lacrimejantes. Caso o seu pet apresente algum destes sintomas deve contactar o seu médico veterinário. Mas, como diz o ditado – mais vale prevenir, que remediar -, por isso evite passeios em locais com vegetação alta e densa, e após o passeio, penteie o pelo do seu pet e verifique orelhas, olhos e nariz. 

4. Parasitas

Com a mudança de estação, chega também a época dos parasitas. Na primavera a incidência de pulgas e carraças aumenta, devido às mudanças de temperatura. Este fator, aliado ao aumento na frequência de passeios, faz com que os animais fiquem mais vulneráveis a estes micro-organismos que podem causar problemas de saúde tanto aos pets como aos seus tutores. Além de causarem desconforto e lesões na pele dos animais, os parasitas são agentes transmissores de outras doenças mais graves. Por isso, mantenha o seu pet protegido das pulgas e carraças, tendo a vacinação e a desparasitação, interna e externa, em dia. 

5. Lagarta-do-pinheiro

A lagarta do pinheiro, ou processionária, é um insecto cujo corpo é coberto por vários pêlos urticantes, que provocam reações alérgicas, tanto a pessoas como a animais. Habitam nos pinheiros e, sendo esta árvore abundante no nosso país, são consideradas uma praga em Portugal. Entre Janeiro e Maio, as lagartas abandonam os pinheiros, movimentando-se em fila (como uma procissão) e enterram-se no solo para continuarem o seu desenvolvimento. É durante este período que deve ter máxima atenção ao seu pet, pois as toxinas libertadas pelas lagartas são bastante tóxicas, provocando reações de hipersensibilidade na pele e mucosas, que podem resultar em necrose ou, em casos mais graves, serem fatais para o pet. 

Durante estes meses, deve evitar passear com o seu pet em zonas com pinheiros. Se isso não for possível, deverá estar atento, mantendo o seu patudo preso pela trela e evitando que fareje ou apanhe coisas do chão.

Inchaço do focinho, dificuldades respiratórias, salivação excessiva, dificuldade em engolir ou comichão intensa, são alguns dos sintomas mais comuns em pets que contactaram com as lagartas-do-pinheiro. Caso o seu pet apresente algum destes sintomas, deve levá-lo imediatamente à clínica veterinária mais próxima.

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